Do Jornal de Hoje - O último elo está prestes a se romper: O presidente
da Câmara Federal e presidente estadual do PMDB no Estado, Henrique
Eduardo Alves, confirmou que o partido deve romper, nos próximos dias,
com o Governo Rosalba Ciarlini, do DEM. A decisão é uma consequência da
saída do secretário estadual de Trabalho e Assistência Social, Luiz
Eduardo Carneiro, indicação política do ministro da Previdência Social,
Garibaldi Alves Filho, o que representaria o fim da presença
peemedebista no primeiro escalação da administração estadual.
“O secretário Luiz Eduardo
(Carneiro) declarou que vai antecipar a sua saída. Se isso acontecer é
um fato importante, é um secretário indicado pelo ministro Garibaldi
Filho, e vai ser uma sinalização muito clara da posição de Garibaldi e
isso acontecendo eu não posso ficar numa posição isolada contrariando
toda uma manifestação que o partido está tendo. Vamos acompanhar o que
vai acontecer”, afirmou Henrique Alves em entrevista ao Jornal 96,
nesta sexta (23), na rádio 96 FM. Ressalta-se que a situação de
insatisfação do secretário não é recente. Luiz Eduardo Carneiro afirmou
ao Jornal de Hoje, diante da exigência de cortes ao orçamento das pastas
determinada pela governadora Rosalba Ciarlini, teria que “cortar do
osso”, porque já havia reduzido o que era possível do orçamento da
pasta.
No início da semana, diante das declarações dos deputados
estaduais do PMDB, Walter Alves e Hermano Morais, de que o partido
deveria entregar os cargos, Luiz Eduardo Carneiro afirmou que a situação
política ficaria insustentável e que ele precisaria conversar com
Rosalba Ciarlini. A audiência deve ocorrer na segunda-feira, depois de
um encontro com o ministro Garibaldi Filho, durante o final de semana.
Segundo Henrique Alves, dessa forma, a saída de Luiz Eduardo Carneiro
confirmaria uma situação insustentável e não seria nem necessário
esperar a pesquisa que ele realizaria em outubro para avaliar o
rompimento. “Sinto isso (a opção pelo rompimento) dos prefeitos, dos
vereadores, dos deputados estaduais, do ministro Garibaldi Filho. Então,
chega uma hora que eu sozinho não posso arcar com essa responsabilidade
de contrariar o que quer a base do PMDB”, explicou ele.
Marcos Dantas

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